Entrevista com o Josh

josh

Fala Juventude Abençoada! Tudo na paz?
Vocês se lembram do Josh, né? Ele é da África do Sul veio passar uns tempos no Brasil no final do ano passado... a Apóstola Cláudia até brincou que ela teria 3 filhos durante uns meses... se lembraram? Imagino que muitos de vocês tiveram a oportunidade de conversar com ele durante o curto tempo que ele passou em BH. Mas pra quem não teve essa chance por falta de tempo ou pela barreira do idioma (bora aprender inglês, gente! Hihi) segue um bate-papo com ele, onde ele compartilha um pouco de sua experiência com o Senhor e seus planos de vida.

1. Você nasceu em um lar cristão? Qual foi sua primeira experiência profunda com Deus?

Eu nasci em uma família cristã, e apesar de eu ter tido algumas experiências poderosas com o Senhor, eu não tive um encontro real com Ele até meus 19 anos. Eu cresci tendo Deus como uma ideia ou teologia, e me chamada de cristão por causa da minha família, então eu automaticamente me identificava assim, mas nunca tinha sido real pra mim.

Eu fiz um projeto de pesquisa enorme sobre a Bíblia e sua importância histórica no ensino médio. Depois que eu comecei a ver evidências por trás do Livro, isso começou a desafiar minha abordagem medíocre e morna à minha vida espiritual.

2. Como você decidiu ir para a Escola de Ministério Sobrenatural da Bethel (Bethel School of Supernatural Ministry)? Você sempre soube que era chamado para as nações?
Minhas duas irmãs já tinham ido para a Bethel e um dia sugeriram que eu fosse, enquanto conversávamos na cozinha de casa na África do Sul. Eu fiquei pensando sobre a possibilidade de que se eu fosse eu descobriria Jesus de verdade, como pessoa, e que se Ele realmente fosse quem a Bíblia diz que Ele é, então eu O encontraria lá.
Eu tive um encontro com o Senhor de uma forma real e prática no meu primeiro dia na Bethel – eu tinha dores nas costas e tinha uma perna mais curta que a outra. Eu recebi cura para a dor e as minhas pernas. Então, sim, eu realmente fui para a Bethel esperando entender quem Jesus era e foi onde eu O encontrei pela primeira vez.
Meus pais são missionários então eu sempre tive uma noção de que o Senhor tinha um chamado para mim, mas eu sempre estive em conflito com isso, especialmente porque eu nunca me senti conectado com o estereótipo de chamado missionário. O Senhor ministrou muito ao meu coração na Bethel e tem continuado a revelar meu chamado de alcançar pessoas de influência (pessoas no governo, negócios, educação, etc.) na África do Sul.

3. Você gostou do Brasil? Você planeja voltar para cá um dia? Seu português melhorou desde que você veio? O que está fazendo agora e quais são seus planos para o futuro?

Eu gostei demais do Brasil. Meu português melhorou um pouquinho, apesar de ainda não ser muito bom! Sim, seria ótimo poder voltar, mas eu não sei quando. Estou com planos grandes de retornar para a África do Sul, então estou dedicando meu tempo, esforços e recursos financeiros nesse objetivo. Então por agora estou trabalhando e guardando dinheiro, aproveitando a simplicidade da vida no Alaska e planejando o retorno pra casa.

4. Que tipo de louvor você gosta de ouvir? Por favor compartilhe com a gente!
Eu amo ouvir Josh Garrells, John Mark McMillan e Enter the Worship Circle.

5. O que você considera alguns dos maiores desafios de ser um jovem cristão na atualidade?

Meu desafio número um é construir meu relacionamento com o Senhor. Intimidade é vital e o único jeito de se ter um estilo de vida efetivo e poderoso é cultivando um relacionamento de intimidade com o Senhor. E isso requer tempo e disciplina para fazer tudo que isso envolve com regularidade e constância.
Aqui no Alaska, o outro grande desafio de ser cristão é esse: Todo fruto tem um tempo determinado para nascer, não há atalhos. Aqui há muitas pessoas que odeiam cristãos e a hipocrisia e julgamentos que muitas vezes são demonstrados pela igreja e por cristãos. E isso desafia muito minha forma de interagir com as pessoas aqui.
Nos meus dois primeiros anos aqui, eu compartilhava minha fé com as pessoas quando me perguntavam sobre minha crença e pensava que muitas pessoas me julgavam e me colocavam “no mesmo saco” de todas as experiências negativas que elas tiveram com cristãos. Mas com o passar do tempo, como eu vivia o que pregava e eles viram que eu não era hipócrita, eu que era feliz, que eu amava as pessoas ao meu redor, eles começaram a respeitar mais o que eu dizia. A partir dos relacionamentos que eu desenvolvi com eles, o respeito e interesse pelo que eu dizia também aumentou.
No decorrer dos dois próximos anos eu vi mais e mais oportunidades de compartilhar e testemunhar para as pessoas aqui. Eu percebi que viver baseado a verdade nem sempre é fácil, mas a verdade aliada ao amor é uma combinação poderosa. As pessoas não precisam se sentir julgadas e ouvir que elas estão erradas de alguém que nem ao menos as conhece. As pessoas de fora precisam de cristãos que realmente estão interessados em conhece-los e a tornar-se uma parte real de suas vidas.
6. Por favor deixe uma palavra de encorajamento para a Juventude Ágape. 

Eu gostaria de desafiar a Juventude Ágape e todos os cristãos a abrir mão da ideia de que nós não podemos ser vistos em um mundo de pecado, ou de que nós não podemos ser associados de forma alguma às pessoas de fora da igreja que praticam um estilo de vida de pecado. Porque era com essas pessoas que Jesus sempre estava. Nós precisamos aprender a nos relacionar como igreja, e precisamos estar dispostos a conhecer e a amar pessoas apesar de seus pecados e seus problemas. Precisamos aceita-los por quem elas são, e amá-las porque Jesus as fez em Sua imagem e semelhança. O pecado delas não é problema nosso, é o papel do Espírito Santo de convencê-las do pecado, não nosso.

A partir do momento que conquistamos um lugar de respeito e o direito de falar a respeito da vida das pessoas através de relacionamentos, aí sim podemos direcioná-las ao Papai. Ele sempre trabalha dentro da intimidade de um relacionamento.

Seja autêntico sobre você mesmo e dentro da sua identidade de filho(a), e não negocie isso por causa de outras pessoas que não conhecem o Senhor. Você deve se manter firme à sua identidade, independente de quem esteja ao seu redor. Eu admito que é muito difícil fazer isso, mas as pessoas apreciam o que é genuíno, não uma religião composta por uma série de regras e que não tem conexão com a vida real ou algo que eles não conseguem entender ou se relacionar.

Entrevista mediada by Raquel Helen

Inspiração

Romanos 1