Onde está a sua confiança?

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Oi gente, tudo bem?
A meditação de hoje vem de um livro muito bacana que eu estou lendo, escrito pela Sharon Jaynes, chamado De Bem com Você: Acredite em Deus e não nas mentiras que você conta a si mesma, da editora Mundo Cristão. (Pode parecer título de auto-ajuda, mas é um livro que traz verdades baseadas na Palavra que nos confrontram, sejamos homens ou mulheres).

Comprei esse livro durante a conferência Dunamis Pink Punch ano passado em SP, pra mulheres que buscam viver radicalmente a identidade e chamado que Deus tem pra elas. Super indico o livro e a conferência! Mas vamos lá.
Segue um trecho do livro, encontrado nas páginas 47- 49:
“Em 16 de Julho de 1999, John F. Kennedy Jr., sua esposa, Carolyn Bessette-Kennedy, e sua cunhada, Lauren Bessette morreram nas águas do oceano Atlântico. John, pilotando um avião monomotor, estava a poucos quilômetros do destino quando algo terrível aconteceu.
O avião partiu de Nova Jersey à noite com destino a Massachusetts, onde haveria uma reunião de família. Enquanto atravessava uma faixa de pouco menos de cinqüenta quilômetros sobre o mar para, em seguida, dar início aos procedimentos de pouso, o avião começou a fazer uma série de manobras erradas. A queda da aeronave variou entre aproximadamente 120 e 240 metros por minuto, a cerca de11 quilômetros da praia. O avião fez uma série de guinadas, descidas e subidas. A queda final excedeu a 1.000 metros por minuto, e o avião mergulhou de bico no oceano. As águas engoliram a aeronave e os três passageiros a bordo.
Outros pilotos que fizeram rotas semelhantes na noite do acidente relataram que, em razão da neblina, ao conseguiram enxergar o horizonte enquanto sobrevoavam a água. Não se podia enxergar nada.
Um piloto explicou que John provavelmente sofreu a síndrome do “buraco negro”. Os pilotos de aviões de motores menos possantes usam o horizonte como ponto de referência. John, contudo, não foi capaz de enxergar o horizonte, e seus olhos não enviaram ao cérebro nenhuma mensagem sobre a altura em que ele se encontrava. Nessa situação, se o avião rodar ou embicar ligeiramente, o sensor interno do corpo faz o piloto acreditar que está voando reto e na horizontal. Se, por algum motivo, o piloto fizer outra manobra, a decisão que já era ruim se tornará pior.
John não estava pilotando com auxílio de instrumentos, o vôo era visual. Significa que ele não havia sido treinado para usar corretamente o painel de instrumentos e aprendera a voar usando apenas a visão. No momento em que deixou de enxergar o horizonte, John desorientou-se, e sua mente perdeu o sentido de perspectiva e direção. Ele sofreu aquilo que chamamos comumente de vertigem e a sequência do vôo mostrou todas as evidências de “agitação mental e confusão angustiante”. Os instrumentos de John avisaram-lhe que as asas estavam inclinadas (voando de lado), mas ele sentiu que estava voando em linha reta. Apesar de ter todos os instrumentos a bordo para uma aterrissagem segura, ele não soube usá-los.
Um piloto explicou a vertigem e a desorientação de John desta maneira: “Este é o ponto crucial da questão: as emoções do piloto abafaram o relato dos instrumentos de vôo acerca da ligeira inclinação e do mergulho em alta velocidade e gritaram: “Essa não”! Não pode ser. Estou voando em linha reta e na horizontal. Sei disso!”
Um piloto experiente em voos por instrumento sabe que não pode confiar na própria intuição e tem capacidade para readquirir o controle do avião apenas por meio dos equipamentos. Os instrutores dão a essa capacidade o nome de “recuperação de atitudes incomuns.” “A verdadeira capacidade para voar por instrumentos depende inteiramente de saber ler os instrumentos, não de seus instintos. A recuperação de “atitudes incomuns” consiste em uma convicção essencial: você não pode confiar nos seus instintos como palavra final sobre o que o avião está fazendo. Sua mente é o seu patrão. Os instrumentos são sua janela da realidade, e você precisa desesperadamente entender os dados que eles transmitem.”
Amigo (a), espero que você esteja me acompanhando. Não estou falando de pilotar aviões; estou falando das manobras ao longo da vida. John tinha tudo de que necessitava para fazer um pouso seguro: o painel de instrumentos diante dele. Mas não sabia usá-los. Ele preferiu confiar em seus instintos a confiar nos fatos. Seus instintos mentiram, e ele e as duas passageiras morreram.
Temos a oportunidade de aprender a voar com visibilidade limitada através das tempestades da vida. Somos capazes de atravessar com segurança a turbulência inesperada e os problemas de relacionamento. Deus entregou-nos as ferramentas para que não percamos o rumo nem mergulhemos de cauda ou de bico na água. A Palavra de Deus é a Verdade que nos guia através do denso nevoeiro quando não conseguimos avistar o horizonte. A palavra divina é o painel de controle. Se, no entanto, confiarmos nos próprios instintos, não saberemos se estamos voando baixo ou alto.”

2015 já começou e estamos cheios de planos, sonhos e metas. Mas uma coisa que o Senhor tem ministrado ao meu coração é o lugar onde eu tenho depositado a minha confiança. No texto acima, o piloto resolveu confiar nos seus sentimentos, convicções, achismos e experiências. Muitas vezes, pensamos que somos capazes de realizar pequenas e grandes coisas através da nossa própria capacidade. Entregamos “tudo” no altar, mas de vez em quando resolvemos dar “uma mãozinha pra Deus.” Creio que é chegado o tempo de deixar o Senhor tomar o lugar de piloto em nossas vidas e de nós depositarmos a nossa confiança Naquele que conhece a rota e que pode nos levar ao nosso destino final em segurança. A nossa jornada sem Deus, sem o Piloto mais qualificado que existe, acaba como a história mencionada acima, em confusão, insegurança, angústia e morte. Nem sempre é fácil confiar no Senhor, mas Ele nos promete na Palavra que vai nos proteger e estar conosco em todos os momentos.

Referências:
Salmos 115:11:
Vós, os que temeis ao Senhor, confiai no Senhor; ele é o seu auxílio e o seu escudo.
Provérbios 3:5-7:
Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.
Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
Jeremias 17:5-9:
Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.
Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor.
Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.
Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?

Meditação by Raquel Hellen

Inspiração

Romanos 1